Pois bem, está na hora de começar a falar do PERU.
Deixei Copacabana (Bolívia) rumo a cidade de Puno (Peru). Nesse exato momento que vos escrevo, estou em Nasca, sentado na "hospedaje", assim que se chama aqui os lugares simples para os viajantes, rindo dos personagens dessa hospedaria. Conto mais tarde. O ônibus que fui dessa vez era muito melhor que o anterior. Poltronas reclináveis, poltronas reclináveis e poltronas reclináveis... É, acho que era só isso. Quando cheguei a fronteira, desci do onibus, dei baixa na imigração boliviana e dois minutos depois estava dando entrada na imigração peruana. É impressionante como apenas algumas dezenas de metros podem ser necessárias para perceber as diferenças entre os dois países Cinco horas depois, chego ao meu destino. Continuo com a mesma política de quarto separado, banheiro privado com água quente, Wii-fi e tv a cabo pagando no máximo 30 soles, um pouco mais de 10 dólares. Vou deixar para voltar a um Albergue quando chegar a Lima
Puno fica as margens do Lago Titicaca. Mesmo lago onde estive em Copacabana onde visitei a Ilha do Sol.
Como em todas as cidades que visitei, a entrada é composta por famílias de baixa renda, casas mal acabadas, todas sem reboco e com os vergalhões das vigas externas dando continuidade bem acima da sua lage. A beleza de Puno consiste em seu lago. Existem várias ilhas no lado peruano para se visitar, mas "Las Islas Uros" é a mais conhecida e totalmente diferente. Sua população fala aymara. É uma ilha flutuante feita com uma planta chamada Tototra. Ela é comprida no sentido vertical e da largura do dedo mindinho, colocada sobre torrões de terra (suas raízaes). Quando a maré baixa, os uros cortam a totora bem na base de suas raizes, depois com um serrote enorme cortam-nas em grandes blocos para depois desprende-los do fundo do lago. Esses passam a ter um alto grau de flutuabilidade. A partir desse momento são colocadas camadas e mais camadas de totora até formar sua base. Ela dura em média 20 anos. Eles se alimentam da pesca e da caça de aves, criando tembém porcos. Atualmente conseguem dinheiro com o turismo crescente nessas ilhas.Gostei muito de Uros apesar do forte apelo turístico.
Puno possui também um museu chamado Carlos Dreyer, no qual se resguarda a história e a arqueologia da cidade.
As opções em Puno para comer são as carnes de galinha, vaca, cordeiro e as trutas que são pescadas no lago. Pode-se encontrar também muitas pizzarias. Uma boa pedida são os menus, que existem em todas as cidades. São compostos por uma entrada, um prato principal, um refresco e uma sobremesa, sempre com preços em torno de 5 a 9 soles.
Após um dia e meio, parto rumo a Arequipa. Essa história é um pouco maior.
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